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Crianças devem ser o último grupo a receber a vacina contra a Covid-19

Postado em 06/11/2020



As crianças, grupo de menor risco para o novo coronavírus, entraram há pouco tempo em testes clínicos pontuais. Por isso, especialistas afirmam que poderá levar meses para que crianças e adolescentes sejam vacinados. Há quem diga que o imunizante para eles possa chegar somente depois de 2021.

Aqui no Brasil, a prioridade atual é reunir evidências sobre o potencial da vacina para proteger as populações mais vulneráveis a resultados graves.

O Instituto Butantã, que tem feito testes no país de um imunizante da chinesa Sinovac vai aguardar os resultados de estudos clínicos em 552 voluntários saudáveis com idade entre 3 e 17 anos na China, que devem começar este mês. Só depois será definido se / e como as crianças serão incluídas aqui.

No caso da vacina produzida pela Johnson&Johnson, também no Brasil, o estudo clínico de fase 3 vai avaliar a segurança e a eficácia do produto em cerca de 60 mil adultos com idades acima de 18 anos. Ainda não há informações sobre a inclusão de crianças nos testes.

Pensar em uma vacina para esse público exige certo cuidado, porque crianças não são simplesmente adultos em miniatura. Elas podem ter resposta imunológica diferente dos mais velhos e precisar de doses diferentes também. Desse modo, o foco está nos grupos com mais risco de complicações, situação que não contempla as crianças.

Para a Covid-19, epidemiologicamente, na primeira fase, que tem abordagem inicial para avaliar a segurança e eficácia, os voluntários são adultos, jovens e saudáveis, explica Juarez Cunha, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Mas também ressalta que isso não quer dizer, que os estudos com crianças não devam ser realizados.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que os grupos prioritários para vacinação contra a Covid-19 estão sendo estudados pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). A Anvisa informou que ainda não recebeu pedido.